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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

COMO VOCÊ VAI TERMINAR?


Fazem alguns anos que defendo a ideia do '31+12=0' entre familiares, amigos e contatos mais próximos e olha que alguns botam em prática e depois dividem aquela sensação de conquista misturada com alívio psicológico que me deixa bem feliz! Mas depois eu conto o que é o '31+12=0', agora quero falar de como você vai terminar seu 2013.


É normal e quase que automático usar a última quinzena do ano para refletir sobre as outras 24 passadas e desenhar, fazer planos, propósitos e o diabo a quatro para as próximas 25 que virão depois do réveillon. Sem falar daquela marchinha que termina com: "♪..♫..muito dinhêêêiro no bôôôlso, saúde pra dar e vendêêêr..♫..♪" que geralmente se canta com champanhe bem caro na cabeça ou com aquela sidra vagabunda que vai ficar parada no estômago no dia seguinte.

Assim como a maioria, tem muita gente que canta muito mas não vive o que canta; seja uma música de macho pegador, balada romântica, funk ostentação, gospel santo, sertanejo universitário ou até mesmo as bregas de corno (esta pra cantar de peito aberto ou o sujeito é realmente corno e se identifica com a letra ou está muito bêbado) ou, pra seguir a linha acima, ele canta mas não é corno!(sic)! O fato é que esta realidade não isenta a maioria dos cantores e cantoras da musiquinha chiclete (que vai ficar na sua cabeça pelos próximos 10 minutos)"♪..♫..muito dinhêêêiro no bôôôlso, saúde pra dar e vendêêêr..♫..♪"

Veja; muitos que levantam as taças importadas no mais puro cristal ou aquelas imitações de plástico tóxico compradas as pressas estão sem grana alguma nos bolsos e o pouco que cantam ter não é deles mas sim dos bancos. Estes, donos dos cartões, gentilmente enviarão já nos primeiros dias úteis de janeiro as faturas para seus endereços. Algumas vezes isso pode ser planejado mas na grande maioria isso é resultado de descontrole sobre finanças pessoais. Muitos ainda justificam seu final de ano desta forma alegando que estão com saúde e relembram o velho ditado de Paulo Cintura dizendo que "..saúde é o que interessa, o resto não tem pressa..!!"

Mas não quero aqui defender a tese mercantilista de apego ao dinheiro e que isso é mais ou menos importante na vida do individuo. Quero dizer que uma forma mais organizada de compras e aquisições durante os 10 primeiros meses do ano fazem você virar o ano sem dever um prego para alguém. E ainda comprando uns presentinhos para o pessoal. Humm...Vou facilitar agora, a máxima é você comprar os presentes natalinos pra quem você quiser e paga-los dentro do mesmo mês de dezembro! Tchããã!! Ficou mais claro agora? Que tal esta proposta? 

As vezes chegamos ao final do ano com aquele cansaço, com aquela estafa e loucos pra sair de férias e falar de assuntos diferentes só pra não lembrar, por um instante, de nossos problemas de estimação. O ano está indo embora mas parece que está deixando a sogra pra gente cuidar! É uma carga pesada, corremos muito ganhamos pouco e juntamos quase nada. É mais ou menos como a imagem que ilustra este artigo. É o ciclo do mal necessário, afinal sem dinheiro não se vive neste capitalismo selvagem. A reflexão que faço neste artigo é apenas para motivar você a saborear 'drops' de sensações prazerosas, e neste caso, te convido a provar a "sensação prazerosa de não dever nada para ninguém no dia 1º de Janeiro." - Chupa sistema!!

Para encerrar vou explicar um pouquinho sobre a ideia '31+12=0': É mais simples do que caminhar pra frente. Ela consiste em uma programação financeira pessoal simplificada de tal modo que permita você virar a noite de 31 de 12 (Dezembro) com ZERO de dívidas ou com qualquer conta em aberto...!! (Vamos deixar fora desta ideia os financiamentos de longo prazo como estudos/intercâmbios, imóveis e veículos por exemplo, certo?) Vamos nos deter nos gastos básicos que cada um sabe onde o sapato aperta e as compras por impulso enforcam. Desta forma você vai ver o sol nascer no dia 1º de Janeiro sem dever nada! É sobre esta sensação que falei no começo do artigo. 

Se neste ano não dá mais tempo programe-se para o próximo, eu faço isso e conheço mais gente que faz e não querem mais parar de fazer! Não precisa planilhas, softwares, aplicativos nem nada! Precisa apenas determinar que vai ser assim, mudar datas de vencimentos de algumas contas e seguir focado. A sensação do dia 1º de Janeiro vai ser muito boa, você vai ver..! A menos que aquela sidra vagabunda estrague mesmo seu estômago....

Sucesso!
Ozeias Rangeldiretor do Hospício Corporativo
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terça-feira, 2 de julho de 2013

2013 - salve seu ano.

Difícil não é dizer que o ano está passando depressa, que ele está voando, que já estamos no meio do ano e que daqui a pouco estaremos assistindo as campanhas natalinas minarem nossos olhos e ouvidos por todo lado. Isso não é difícil, isso é o nosso hábito anual. Difícil mesmo é não perder este ano colocando-o na prateleira de nossas vidas junto com aqueles que não renderam nada, do lado daqueles que foram frustrantes que também passaram voando. Sem contar que sempre que acordávamos pra eles já estávamos na contagem regressiva de mais uma virada fazendo análise das poucas conquistas e inúmeras derrotas sem que tivéssemos mais nenhum minuto de tempo para alguma reação! Isso é difícil.

Quase todos nós temos aquelas datas fixas no ano em que somos tomados de tristeza pelo simbolismo e lembrança da perda de uma pessoa querida; tenho amigos que confessam chorar compulsivamente na noite de ano novo e isso não se resume a uma vida financeira estável, conquistas brilhantes ou grandes derrotas. Isso está bastante relacionado com nosso equilíbrio psíquico direcional onde buscamos um alinhamento entre o espiritual, o social e o familiar, e muitas vezes não achamos. Hoje um dos maiores desafios da humanidade está dentro de nós!


Nesta semana viramos de semestre e quero instigar você a trazer pra ela a última semana de Dezembro deste ano, sim, antecipe sua última semana do ano puxando com força suas análises, aquelas mesmas que se costuma fazer nos últimos dias do ano. Quero que o faça nesta semana, asseguro que ficarás surpreso(a) com os resultados! É simples e também muito fácil, vamos lá....

Chamou-me atenção um diálogo que assisti em um filme onde um ator divagava com o outro dizendo que tudo nos vem em pares; dia e noite, bem e mal, frio e calor, morte e vida, ying e yang, Deus e diabo e por aí adiante... Com isso pensei sobre o par de semestres que o ano nos apresenta, e nesta mesma linha quero motivar você a pensar, analisar e redesenhar os próximos seis meses a ponto de que ele não seja perdido, pouco produtivo ou aquém de suas expectativas. E que assim como no diálogo dos atores você possa escolher por qual semestre optar.

Se o primeiro não foi como esperado agora é a hora (semana) de estudar bem como fazer no segundo pra não errar e ainda recuperar o tempo perdido. Queria fazer um curso e não fez? Trocar de emprego a não foi atrás? Pedir perdão pra alguém e faltou coragem? Tomar vergonha na cara e mudar algumas atitudes? Deixar cavanhaque, pintar o cabelo ou fazer uma tatuagem? Fazer o Caminho de Santiago? Um check up médico? Ler mais, viajar mais ou abrir uma conta poupança? Fazer um filho? Ou ter acompanhado o seu até a escola? São tantas coisas para um universo de pessoas que fica difícil eleger quais publicar aqui, mas estou seguro que uma destas perguntas acima ou algo muito similar a alguma delas tocou você.


Então é agora! Ainda dá tempo de salvar seu ano. Mude de atitude, crie metas, desenhe, bote datas e crie uma obrigação psico-moral dividindo elas com alguém de sua confiança, isso fará você não desistir.

Boa sorte, sucesso e um abençoado segundo semestre de 2013!

Ozeias Rangel
, diretor do Hospício Corporativo
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domingo, 2 de setembro de 2012

EMPREGO | Fui demitido ou vou ser, não sei...

 Não existe sensação pior do que aquela insegurança do ‘vou-não-vou’ dentro de uma organização. Independente do setor isso ocorre com todos. Os mais despojados dão os ombros como se o próximo emprego já estivesse esperando, e às vezes até estão mesmo, outros literalmente perdem o sono só em pensar como será sua vida sem o atual emprego, suas contas, sua recolocação no mercado, quanto tempo sobrevivo com minha rescisão e por aí vem um tsunami de insegurança e preocupações.

Sabe qual é a RECEITA para não passar pelo tormento da insegurança? A RECEITA é não ter RECEITA! Isso mesmo! Não existe tabela pronta na internet para esta situação. O que se pode fazer então? Como domino isso sem que eu morra de ansiedade e acabe prejudicando minha família passando a mesma sensação mortal que estou vivendo na carreira para minha esposa e filhos? O que faço se até o sexo lá em casa já anda ‘meia-roda’ porque não consigo relaxar e ‘separar as bolas’ do que é meu emprego e o que é vida familiar?
A RECEITA pronta não existe no mercado, mas é possível você fazer a sua. Todo prato que se inventa, seja nas grandes casas gastronômicas por renomados chefes de cozinha ou até mesmo em nosso micro-ondas se começa pelos INGREDIENTES, logo, é seguido pelo MODO DE PREPARO e só depois do sucesso do prato é que se estabelece a RECEITA. O papel da RECEITA serve para duas coisas básicas; não esquecer e passar adiante, dividir com o mundo sua criação, seu produto, seu prato.
Agora, porque muitas RECEITAS maravilhosas de pratos saborosos não dão certos quando vou fazer? Porque só dão certo quando eu altero o MODO DE PREPARO? Tenho que adaptar ao meu estilo para funcionar! Tenho que praticamente reinventar a RECEITA original o que leva a uma nova RECEITA! Céus!
Então vamos lá! Eis uma onda de OPORTUNIDADES: - Redesenhe seu estilo profissional, invente, crie e olhe de cima como quem contempla uma grande maquete. - Se posicione, qual o seu perfume? Você cheira a medo? Insegurança? Abra seus poros profissionais e comece a transpirar segurança, estabilidade e mesmo que a casa esteja caindo seja você uma coluna para os demais. Seja sábio também em perceber quando é chegada a sua hora e quando ela chegar a encare de frente como deve de ser! Saia fortalecido, pois o mercado valoriza isso também, postura.
A pior coisa é permanecer insistindo no MODO DE PREPARO de sempre porque assim diz a RECEITA de sua vida. Se naquela etapa um INGREDIENTE sempre queima e bota a perder todo o prato não insista mais! Mude, altere! Afinal a RECEITA é sua! Pode ser que nesta atual empresa você precise reescrever sua RECEITA assim como se faz na cozinha, pois o forno é diferente, a farinha é mais fina, o açúcar não é o mesmo e por aí vai. Pois faça!
Uma das dicas mais úteis para a insegurança profissional frente ao rumo indefinido ou situação complicada da empresa que estamos é ter a capacidade de aprender coisas novas, conhecer áreas, ferramentas e rotinas novas, postos e funções novas. Isso vitamina nossa vida e viram opções tanto internas quanto externas. Deixe sua liderança segura de que você é um ‘Camaleão Corporativo’, que pode contar com você para novos projetos e funções, este leque bem aberto permite novas sensações e experiências que vão revigorar sua vida profissional, social, familiar e quem sabe até aquela ‘meia-roda’ vire história. Hein? Que tal?
Este artigo é uma RECEITA? Não, apenas apresentamos aqui alguns INGREDIENTES como uma pequena mercearia de bairro! Pegue o que quiser, misture tudo, tire o que não interessa, altere e faça você mesmo o MODO DE PREPARO! Afinal, você faz sua própria RECEITA!

terça-feira, 3 de julho de 2012

SUICÍDIO PROFISSIONAL - cuidado


Gostaria de abordar um tema muito sério com você neste artigo. Antes de mergulhar nele com a visão corporativa gostaria de convidar você a ler o resumo abaixo, ele é real e será a base do raciocínio de hoje:

ANOREXIA NERVOSA - A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica (aqui no Brasil) ou anorética (lá em  Portugal). Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica. A anorexia nervosa poderá estar ligada a problemas de autoimagem, dismorfia, dificuldade em ser aceito pelo grupo e etc.. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.”


Não consigo, não consigo olhar para o mundo sem levá-lo para dentro das corporações, para dentro de nossas rotinas laborais e isso tem uma razão, a razão disso é o simples fato que este mundo corporativo é recheado de um elemento magnífico, ele é recheado de ‘seres humanos’, matéria prima de inúmeros comparativos, análises, estudos e tudo mais.... E hoje não vai ser diferente!


Uma das doenças psicológicas que mais mata não é a depressão como muitos acham pelo volume de casos que ela apresenta, a que está no topo da lista é a Anorexia Nervosa (Pasmem! Nem todos sabiam disso!). Assim é com nossa carreira; o que mais esta matando profissionais e carreiras não são as limitações de conhecimento técnico a e incapacidade de entregar resultados, nem tampouco o perfil do elemento para o cargo como popularmente se diz. O que realmente mata um profissional é a visão distorcida que ele tem dele mesmo, eis aí a base da Anorexia Nervosa (para leigos)!


O que mata é isso! Achar que está bem quando na verdade não está. Quando chegamos neste ponto de distorção temos tudo já comprometido a começar pela visão, depois vem a confirmação psicológica de que os olhos estão corretos em ‘seu ponto de vista’ (sic) e todo o corpo vai atrás. Cuidado você está doente!


Portanto, fique atento aos sinais deste comportamento, tome feedbacks regularmente e busque filtrar as informações, faça autoanálise no final de cada dia sobre seu desempenho diário e veja se foi tudo dentro da normalidade e tenha sempre um tutor, uma referencia de carreira para você buscar conselhos, dicas e puxões de orelha, alguém com liberdade e com seu respeito, isso ajuda muito! Veja bem, agora você já foi informado sobre esta enfermidade, se você não tratar e vier a sofrer lesões em sua carreira você poderá ser acusado de cometer Suicídio Profissional!


Então ao sair de casa pela manhã tenha em mente que você será observado durante todo o tempo, as pessoas esperam muito de você e para que isso não saia do controle mantenha-se na linha do respeito e da justiça. Faça-se respeitar respeitando, fazendo justiça sendo justo!


Um grande abraço.
Ozeias Rangel, diretor do Hospício Corporativo
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domingo, 13 de maio de 2012

INDIFERENÇA, a doença que mais cresce!

Não parece estranho? Recebemos aquelas fotos de crianças doentes, mutiladas, abandonadas e até em estágio terminal em uma cama hospitalar em nosso e-mail pessoal e sabe o que fazemos na maioria das vezes? De-le-ta-mos, isso mesmo, apagamos estas informações e muitas vezes nem vamos até o final da mensagem. E quando ficamos sabendo de alguém mais ou menos próximo ou conhecido mais distante que está passando uma ‘barra’ na família por uma doença grave? Impactamos-nos com a notícia, mas em coisa de segundos a ignoramos, nem sequer procuramos a pessoa para externar nossa preocupação, ainda que sentimental. Mas qual a razão desta nossa falta de sensibilidade e ausência do sentimento de compaixão que parece vitaminada pelo 'individualismo egocêntrico' de nossa parte?


Bom, temos respostas das mais variadas para justificar tais atitudes, e elas vão desde nossa desconfiança que ‘eles’ estão apenas querendo ganhar dinheiro de pessoas ignorantes passando dados bancários para depósitos e também que ‘eles’ usam estes e-mails para propagar seus vírus em nossas máquinas e por aí adiante. E aos conhecidos pensamos que se não podemos ajudar, melhor não atrapalhar. Ignorando que nestas horas o que muitas pessoas precisam é de um ‘ouvido’ ou de um ‘ombro’ e não de sua carteira precisamente.

Mas a verdade é que sendo histórias verdadeiras ou não, conhecidas ou não, criamos uma barreira emocional que nos blinda de tudo aquilo que nosso semelhante está passando ao nosso redor, seja por correntes da internet ou por testemunhos de conhecidos. Esta SOMBRA que insiste em manipular nossos sentimentos virando a direção de nosso olhar para outro extremo nos deixa cada vez mais INDIFERENTES aos problemas alheios, tornando-nos preocupados somente com nossa vida e bem estar, ignorando todo o resto já que temos os 'NOSSOS' problemas para resolver.

E no mundo corporativo?
É a mesmíssima coisa!
Não acredita? Pare de olhar e comece a observar o seu próprio comportamento com relação aos demais colegas, chefes e prestadores de serviços que interagem com você. Você tem a preocupação básica do bem estar do outro? Ou pensa com o individualismo do “eu estando bem o resto que se exploda?” Hein? Somos assim pela nossa natureza, mas saiba que temos a oportunidade diária de mudarmos esta mentalidade pequena e mesquinha olhando para nossos colegas como pessoas que precisam ter sucesso e muitas vezes isso depende de nosso comportamento humanitário dentro da empresa, fazendo que o outro cresça, fazendo que o outro seja promovido, feliz, satisfeito e alegre. Se este ‘outro’ vai ser grato a você isso não importa, pois não trabalhamos em busca de agradecimentos, trabalhamos para melhorar a vida dos outros. Quando entendermos que nossa curta existência neste mundo pode ser usada para fazer pessoas felizes calcada no sentimento de justiça, seguramente dormiremos com aquele sorriso de satisfação estampado no rosto muitas vezes....E como diz a mídia financeira; - Isso não tem preço!

É fácil?
Claro que não! Isto se conquista a cada dia.
Pense bem, você está infectado pela INDIFERENÇA? Saiba que ela tem cura, e a cura começa pela mudança de atitude com relação á vida, principalmente à dos outros! Jesus ensinava o que agora escritores ganham dinheiro, que; ‘antes de ser líder é necessário ser servo’. Ainda dá tempo, comece devagar e depois contamine os demais vamos ‘radicar’ a INDIFERENÇA em nossas vidas, famílias e no meio corporativo. Depois de um tempo avalie os resultados, garanto que serás surpreendido(a) com o quanto podes fazer depois de uma mudança de mentalidade deste porte!  

sexta-feira, 23 de março de 2012

BULLYING corporativo, ele existe!

Somos constantemente surpreendidos por novas versões americanizadas, e algumas delas sem tradução, de situações conhecidas uma barbaridade por todos nos mas que agora tem um nome próprio e mais, um nome gringo.


Isso não é novidade alguma, muito menos em nosso mundo corporativo que insiste e acha interessante ter alguns insights em nosso vocabulário diário, ou seja, estes jargões em inglês que dão aquela pitada final em uma frase ou apresentação, e olha que vão desde Outplacement, Budget, Coach, Headhunter, Networking, Follow-up, Market Share e Turnover como sendo as mais conhecidas. E para encerrar temos também os novos nomes dos chefes que agora que vão desde Chairman, CEO, COO, CRO, CSO, CTO e outros tantos, só falta o CTI ou será que já existe?

No meu tempo de escola era o “te pego na saída”, mas hoje é Bullying e a diferença brutal entre a frase e a palavra? Os especialistas encontram muitas que vão desde uma gozação, humilhação, chacota, descriminação, um safanão no pé do ouvido e por aí vai, eu mesmo já cheguei em casa com um olho roxo! Tudo isso junto ou separado leva ao Bullying. Se eu soubesse disso no meu tempo de escola não tinha chamado aquela magrinha de Olívia Palito ou dado apelido de Bola ao gordinho da turma! Mas uma coisa eu sei, a estes dois em especial o meu Bullying não pegou, nem abalou eles! Encontrei-os em ocasiões distintas, a magrinha primeiro, e olha que numa sociedade um tanto obesa ela estava muito bonita magra, de salto alto, óculos e penteado de executiva, metida em um terninho sob medida, uau! O gordinho? Ele cresceu, continua gordinho e num bate papo percebi que estava super feliz na carreira de TI e não tive coragem de chamar de Bola novamente! Covarde? Sim, ele estava maior do que eu..…

E olha que muito tempo depois o Bullying consegue um Upgrade se transferindo para o meio corporativo, até porque, seria muita infantilidade dele permanecer no ambiente escolar pra sempre, uma burrice. E isso tem afetado e muito o desempenho de profissionais incapazes de reagir frente ao descalabro na carreira provocado por um chefe ou uma liderança fraca de conceitos, sem moral e muitas vezes sem noção de responsabilidade sobre seus comandados. Simplesmente triste.

Já tive chefes de todos os tipos, desde aquele imposto como chefe pelo tempo de casa e nada de tato ao que chega do MBA sem noção da vida como ela é, mas todos passaram a formar minha conduta de como seria eu no dia que chegasse minha vez! Enfim, enquanto estive nas mãos deles eu sofri Bullying (acho que foi praga da Olívia Palito e do Bola). 

No comportamento, nada muito distante dos tempos de escola sendo que a única diferença agora dentro das empresas são as rugas dos indivíduos, todos de maiores de idade. Parece estranho? Pois saiba que o desrespeito, o abuso moral, a chacota e tudo o que agora compõe o Bullying estão mais presente no mundo corporativo do que você pode imaginar!

Bullying nos tempos de escola? Puffh, fichinha!
E você? Lembra-se de algum episódio? Deixe seu report!

Ozeias Rangel
, diretor do Hospício Corporativo
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quarta-feira, 7 de março de 2012

PROCURA-SE A CRIATIVIDADE!

É sabido que desde meados do ano passado alguns setores estão com grande dificuldade de conseguir mão de obra seja ela especializada ou não para suprir seus quadros.


Agora, falando de todos os setores, seja ele serviço ou indústria, público ou privado, todos sofrem, uns mais outros menos, de outro tipo de apagão; o da criatividade!

Seguramente conhecemos pessoas, seja colega, fornecedor ou cliente com baixo brilho criativo, assistimos muitas derrotas, quando não as vivemos, por causa da depressão criativa que nos leva aos divãs dos gestores de carreiras.  Eis aí um exemplo criativo, profissionais que detectaram a falta de criatividade na carreira dos outros e cobram para lembrar que ela é fundamental para o sucesso.

Cabe a todos nós gestores procurar em nossas equipes e até mesmo fora delas profissionais que não venham apenas para suprir um furo no quadro, mas que venham para solucionar nossa necessidade usando como ferramenta a criatividade, seja ela nas soluções múltiplas frente ao problema ou no invento de uma engenhoca que resultará em economia financeira para o grupo. Ou até mesmo no profissional responsável pela limpeza dos escritórios que descobriu ou desenvolveu um medidor eficiente de produtos químicos para agilizar o processo de limpeza e ainda assim gastando 20% menos do que gastava ou de um executivo engravatado que criou uma fórmula de acompanhamento de gastos via web onde é possível administrar aquela conhecida conta problemática com apenas um toque no Ipad®.

Mas o que é necessário para desenvolvermos a criatividade profissional? Existem várias respostas mas quero destacar uma em especial; o estar feliz, um indivíduo feliz tem infinitas ondas criativas em um curto período, tire esta conclusão por você mesmo. Você feliz gera satisfação, você satisfeito produz com alegria, você feliz, satisfeito e alegre é capaz de reinventar sua rotina, seu resultado e sua própria vida!

Criatividade, volte!
Te quiero!
Ozeias Rangel, diretor do Hospício Corporativo
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PLANEJAMENTO FINANCEIRO | Em sete passos.

A incômoda constatação de que o salário termina muito antes do final do mês, tão comum entre os brasileiros, pode ser enfrentada com uma boa dose de planejamento. Aqui listamos 7 passos para ajudar você a organizar sua vida!




ESCREVA SEUS SONHOS.
Crie metas de curto - entre um e cinco anos -, médio - entre cinco e 10 anos - e longo prazo - mais de 10 anos - e calcule quanto precisará economizar para alcançar cada uma delas. Quitação de dívidas, compra de eletrodomésticos, viagem ou curso universitário são exemplos. É uma etapa fundamental para criar a cultura da poupança.



SAIBA O QUANTO GANHA.
Pode parecer óbvio, mas não é. Muitas pessoas desconhecem o valor líquido (o que sobra depois de pagamento de Imposto de Renda, contribuições previdenciárias e sindicais, além de outros descontos em folha) de seus salários. Profissionais autônomos ou que trabalham por comissão devem estimar uma média dos últimos seis meses.




CONHEÇA AS DESPESAS.
Coloque no papel ou em uma planilha eletrônica a previsão mensal de seus gastos fixos e variáveis - água, luz, telefone, aluguel, alimentação, plano de saúde, automóvel etc. Ao longo do mês, anote tudo o que gastar e, ao final deste periodo, avalie o que fugiu do plano. A soma das despesas fixas não deve superar 70% de seus ganhos.




ENXUGUE OS GASTOS.
Conhecendo os gastos, procure avaliar quais podem ser reduzidos ou cortados. Podem ser feitos investimentos em lazer, telefonia, TV a cabo e transporte, desde que planejados adequadamente. Crie metas e defina caminhos realistas para alcançá-las.




ELIMINE DÍVIDAS.
Use parte do que sobrar na conta para antecipar o pagamento de compras parceladas, quitando as últimas prestações. Prefira pagar aquelas com juros mais elevados. Quanto mais cedo as dívidas forem quitadas, masi cedo você poderá alcançar seus sonhos.





FIXE UM INVESTIMENTO.
Crie uma disciplina de investimento, definindo uma parcela mínima de seu saldo para guardar. Para cada meta, traçada no primeiro passo, pode ser criado um tipo de investimento: poupança para as mais imediatas e mercado de capitais para outros objetivos. Cada um deve pensar em guardar pelo menos 10% de sua renda.




GASTE SEM CULPA.
Após cumpridas as etapas anteriores, o dinheiro que sobrar pode ser gasto sem problemas em lazer ou diversão. Mas lembre-se: gastos supérfluos podem ser evitados. O valor economizado pode ser direcionado para reforçar investimentos ou efetuar o pagamento de dívidas.




segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A ilusão dos “feedbacks” e críticas construtivas!

Autor americano defende que “críticas construtivas” são em sua maioria destrutivas e podem gerar revolta e insubordinação.
O americano Tony Schwartz, CEO do The Energy Project e autor do livro Be Excellent in Anything, repudia o termo “construtivo” para designar críticas realizadas a funcionários e afirma que a prática representa nada mais que uma forma velada e segura de se dar feedbacks negativos, seja por parte da gerência ou de líderes.

Muitos outros especialistas em RH consideram ou até recomendam o uso de críticas visando melhorar o desempenho do profissional, como a consultora Jane Souza, do Grupo Soma, que afirma sobre a cautela em fazê-la. “Agir com cautela, pode fazer com que o líder perca ou ganhe o profissional”.
Para Schwartz, é melhor nem sequer assumir tal risco. “A crítica implica em julgamento e todos nós desprezamos sermos julgados e mesmo a mais bem-intencionada das críticas irá, em maior ou menor grau, nos levar a sentir nossos próprios valores em risco e sob ataque”, complementa. A crítica construtiva, segundo o especialista, ainda pressupõe uma postura hermética de certa forma. “Assumimos que estamos certos a respeito de tudo e isso é o que estamos inclinados a dizer”.

Mas então, qual seria abordagem correta?
Schwartz afirma que o erro na prática da crítica construtiva ou mesmo de feedbacks está no fluxo de informações. Em ambos os casos, o processo se dá em forma de relatório – o chefe comunica o que está errado, avalia e solicita mudanças.
“Faz mais sentido então pensarmos no feedback com o espírito de exploração e não de declaração, o diálogo mais do que o monólogo e a curiosidade mais do que a certeza”.
O especialista recomenda a busca das causas e não o ataque às consequências, o que segundo ele é o que ocorre no caso das críticas. Isso porque a pessoa criticada tem o impulso de defender seus próprios valores, mesmo perante um erro, e quanto mais o faz, menor acaba sendo sua capacidade de absorver o que quer que lhe esteja sendo comunicado.

Frequência e objetivo
Para Bernardo Leite, sócio da RH Estratégia e autor do livro Dicas de Feedback, nada é uma via de mão única e que quando realiza um feedback, o próprio chefe também está sendo avaliado. A frequência dos feedbacks concedidos pode ser o ponderamento da relação, uma vez que a discordância do funcionário tende a ser mais agressiva quando a questão torna-se uma surpresa e não uma prática diária ou costumeira.

O especialista defende que a reflexão para o funcionário, funciona em casos que ele tenha a consciência de ouvir, checar a percepção de seus superiores e só então pedir exemplos e argumentos que possam lhe esclarecer a situação.
O negócio é não buscar justificativas, mas procurar entender as expectativas da chefia e lembrar que o momento da crítica pode ser também uma situação para ganhar, tanto desenvolvimento quanto aproximação nas relações.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

PALAVRA DE ORDEM: MOTIVAÇÃO!

Qual a origem do conceito de motivação no ambiente de trabalho e como
fazer para motivar sua equipe.


No artigo A Theory of Human Motivation, publicado em 1943, Abraham Maslow construiu um paradigma segundo o qual as necessidades do ser humano podem ser organizadas em uma pirâmide hierárquica. Dividida em cinco níveis, ela vai desde as necessidades fisiológicas mais básicas (comida, água, ar, sono) até a necessidade de auto-realização, que nunca é completamente satisfeita. Por esse modelo, quando uma necessidade já foi satisfeita, a pessoa começa a procurar pela próxima.


Em 1960, Douglas McGregor levou esse esquema para o campo da gerência corporativa. O livro The Human Side of Enterprise propõe que há duas abordagens para a motivação dos funcionários, que ele chamou de Teoria X e Teoria Y. A Teoria X se baseia na ideia de que o trabalho é algo não prazeroso, que pode apenas satisfazer as necessidades mais básicas. A socialização, a auto-estima e a realização pessoal devem ser procuradas fora do ambiente de trabalho. Pela Teoria Y, o trabalho pode sim satisfazer essas outras necessidades. O profissional não procura apenas recompensa material, e sim realização pessoal na atividade que executa. É a Teoria Y que guia as práticas gerenciais modernas.

A descentralização e a delegação de tarefas aumenta a auto-estima dos subordinados, já que mostra que o chefe acredita na capacidade e na competência deles. Aumentar o escopo de trabalho dos membros da equipe tira a monotonia do trabalho e apresenta novos desafios, o que é bastante motivador. Gerir de maneira participativa, chamando os subordinados a participar das tomadas de decisão também faz com que eles se sintam importantes e, portanto, mais motivados.

Mas acima de tudo o líder deve conhecer individualmente os membros de sua equipe. Só sabendo quais são os objetivos de cada um o gestor poderá saber como motivá-los. Portanto, o paradigma do chefe que fica em um pedestal dando ordens é totalmente fora de contexto no mundo corporativo atual.

Muitas empresas têm investido dinheiro contratando palestrantes motivacionais e até promovendo vivências em que o auto-conhecimento e o trabalho em equipe são explorados de maneira profunda. Esses recursos são muito válidos, mas é preciso lembrar que a motivação acontece no dia a dia. Não adianta a o funcionário assistir a uma ótima palestra se o chefe não dá oportunidades para que ele se realize no trabalho.

Autor(a): http://www.rotaexecutiva.com.br/pagepersonnel
Ozeias Rangel, diretor do Hospício Corporativo
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

'QUEBRA-PAU' - Como um líder deve agir na crise.

Onde há duas ou mais pessoas certamente haverá conflito. No ambiente corporativo, em que as diferenças pessoais são acentuadas pela competitividade e pela obrigação de mostrar resultados, as desavenças são ainda mais comuns. É papel do líder gerenciar esses problemas a fim de não prejudicar o desempenho do grupo.
O primeiro passo é tentar evitar os conflitos. Quando uma pessoa depende do trabalho da outra para fazer o seu, atrasos ou tarefas mal realizadas serão estopins para briga. O chefe da equipe deve, portanto, estabelecer datas e metas claras. Outro ponto que causa discórdia é a diferença cultural e de comportamento entre as várias pessoas. Para evitar, é bom instituir regras de convivência que sejam boas para todos. Piadas preconceituosas, por exemplo, não podem ser toleradas no ambiente de trabalho, e quem violar a regra deve estar ciente de que sofrerá punição .

Porém, se o conflito já estiver estabelecido, o líder tem que fazer o seu melhor para tentar resolver a situação. O mais importante é manter a calma, falar em tom de voz normal e tomar cuidado com os comentários que podem ofender uma das partes envolvidas. Se o chefe adota uma postura agressiva, ele também acaba entrando na briga, quando na verdade deveria ser a pessoa que se mantém neutra.

É preciso ouvir ambas as partes e tentar entender os motivos de cada um. Com base nisso, o líder deve procurar uma resolução que seja boa para todos e, principalmente, para a empresa. Também é importante fazer com que as pessoas envolvidas no conflito entendam o ponto de vista do outro e, assim, entrem em um consenso.

Em casos muito extremos, em que a convivência dentro da equipe se torna insustentável, o chefe pode tentar remanejar as pessoas de modo que elas não tenham que trabalhar juntas todo dia. Mas nunca tomar partido de uma das partes, a não ser em situações-limite, como por exemplo, quando um funcionário ofende pessoalmente o outro.

Quanto mais cedo o conflito for percebido, melhor. Procrastinar a resolução de um problema só fará com que esse problema aumente e acabe envolvendo outras pessoas. Por isso, o líder deve estar sempre em contato direto com a equipe e aberto a ouvir reclamações. Só estando a par de tudo o que acontece ele poderá intervir a tempo.

Por fim, é necessário aproveitar essas situações para o crescimento. Conflitos são desgastantes, mas também são momentos de aprendizado. As divergências de opinião muitas vezes levam a uma solução que ninguém havia pensado antes. E mesmo quando há brigas por motivos pessoais, o conflito pode ser usado como exemplo para evitar discussões futuras.

Autor(a): http://www.rotaexecutiva.com.br/pagepersonnel
Ozeias Rangel, diretor do Hospício Corporativo
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

ENTREVISTA | "Agendaram a minha para daqui 56 dias!"

Existe uma fase no processo de recolocação que eu acho mais difícil de todas, a agenda da 1ª entrevista. E veja você que não estou falando do dia da entrevista, estou falando do dia agendado para a entrevista!

Vamos voltar um pouquinho no martírio de quem está buscando recolocação:
Na expectativa de ser chamado (a) para uma entrevista se ensaia muito no chuveiro enquanto o celular faz companhia (vai que me liguem enquanto estou no banho?), confere-se e-mail a cada hora e de cabeça já sabe qual roupa usar quando chamado(a)! Na verdade apenas foi enviado o CV ou feito um cadastro no site, mas já sente que a vaga é sua, tal é a ansiedade. Se você passa por isso fique sabendo que você é NORMAL!

Se você acha que está demorando muito para ser chamado(a) para uma entrevista, ou passa por várias e nenhuma dá na mosca, fique sabendo que isso também é NORMAL!

Agora ficar esperando aquele retorno que ficaram de te dar mesmo que fosse negativo para a vaga, mas que na verdade NUNCA te darão, também é NORMAL! Aprenda a se desprender destas promessas que só frustram e desanimam. Não fique nesta dependência, toque a bola pra frente, isso é ser NORMAL!

Pois bem, quero registrar aqui a fase que acho mais difícil de tudo isso, que é a razão porque escrevo este texto; a agenda da entrevista! Como diz o ‘Professor Girafales’ (Série Chaves):
- Por qual razão, causa ou circunstância que ligam para agendar uma entrevista de emprego e marcam a data para daqui 20 ou 30 dias!(Hein?!) Querem matar você do coração! Não sabem o que é ansiedade?

Certa vez abri uma oportunidade para gerente em minha equipe, na verdade eu buscava sem pressa uma gerente para substituição e pedi para o R&S da empresa começar a buscar com calma alguém no mercado dentro das especificações que eu precisava. Em quatro dias o R&S me disse que tinha cinco candidatas, todas aptas, todas esperando a entrevista comigo, era só eu abrir minha agenda e programar! Senti-me tão mal com aquela prontidão das candidatas que não consegui jogar pra frente as entrevistas, em dois dias tinha falado com todas e definido o processo de seleção e treinamento. Não tinha motivo para 'torturar' ninguém! Na verdade o R&S foi rápido demais, a culpa não era das candidatas.

Voltando ao foco do texto penso que existem exceções, claro, mas na maioria das vezes escuto estes testemunhos de tortura! É óbvio que estas agendas dependem de fatores internos de cada empresa, como calendário de contratação de pessoal por questão do fechamento da folha, entrevistador em viagem, dinâmicas, entrevista com o gestor da área e muitos outros detalhes que estão alheios a ansiedade do(a) candidato(a)!

Mas que parece uma tortura psicológica agendar uma entrevista para daqui a 156 dias!! Mas não desanime nem morra de ansiedade, aprenda a lidar com isso, pois isso, é perfeitamente NORMAL!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

EMPREGO | A ilusão da recolocação rápida! Será?

Muitas vezes quando estamos empregados temos a sensação que o mercado nos espera de braços abertos e nos achamos o ‘profissional do século’ onde todos nos querem em suas empresas e grupos.
Acontece que NÃO é tão simples assim! Geralmente estamos tão focados em nosso trabalho que de tempos em tempos quando bate o desanimo e queremos trocar de ar criamos a falsa sensação que é só abrir a boca que ‘estaremos empregados’ e ganhando mais em qualquer outra empresa, inclusive na concorrência. Muitos, em êxtase, falam isso aos seus chefes.
Na verdade este sentimento alcança uma boa fatia dos executivos e profissionais com cargo de liderança nos dias de hoje, mas este poço de autoconfiança tem seu ‘fundo-falso’, pior, tem vários, veja alguns:
1º Fundo Falso: Quando estamos trabalhando e pensamos desta forma é porque não estamos de olho no mercado de oportunidades e sim em nosso mundo corporativo de informações superficiais, onde escutamos que isso aconteceu com alguém e acreditamos que isso é moleza! Não é bem assim.
2º Fundo Falso: Não significa que o fato de estarmos empregado seja mais fácil de conseguirmos outro emprego, isso é mito, na verdade este mito tem uma base de conformismo que é o fato de migrar de emprego sem parar de trabalhar e perder renda. Isso acontece, mas não na velocidade que acreditamos que acontece e que achamos que vai acontecer conosco. Nem sempre dá certo.
3º Fundo Falso: Acreditamos que fazendo esta troca de emprego seja muito mais fácil subir um degrau na carreira: “saio gerente daqui e entro diretor ali”, o melhor é fazer isso por partes, primeiro vendo a possibilidade real de esta troca acontecer e depois ver a oportunidade de negociar a ascensão da carreira.
4º Fundo Falso: Amigos e ex-colegas que estão em outras empresas não são garantia de empregabilidade. Às vezes isso acontece e conhecemos muitos casos destes, mas isso não pode ser nossa base de garantia. Fique de olho.
5º Fundo Falso: Por estarmos empregados temos temor em atualizar nosso ‘CV’ em determinadas consultorias e agencias de empregos, muito menos de disponibilizá-lo na web em sites de relacionamento executivo e nas grandes corporações pelo ‘risco’ de sermos descobertos como alguém que está buscando e se candidatando a determinadas oportunidades enquanto empregado.
Acredito que este '5º Fundo Falso' seja o que mais frustra o profissional. Saiba que nada melhor que estar na vitrine à exposição para o mundo corporativo ‘dizer’ seu valor no mercado, quanto mais sondado, melhor, quanto mais visto, melhor. Só assim saberemos nosso real valor no mercado de recrutamento e nosso 'peso futuro' nas corporações interessadas. Somente assim perderemos aquela ilusão de sermos o último executivo do lote das excelências sem nunca ter vivido uma entrevista sequer. Está na hora de acordar. O mundo aí fora está cheio de excelentes profissionais a procura de oportunidades. Não se ache alguém, sinta-se alguém, basta olhar para os lados!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

NOTA | Ninguém pode passar vergonha!

PESSOAS | Donos de pequenas e médias empresas devem ficar atentos ao adotar técnicas motivacionais que incluem gritos de guerra e coreografias. Obrigar os empregados a berrar como os guerreiros faziam durante as batalhas pode trazer muita dor de cabeça. Recentemente, o Walmart foi condenado a pagar 5.000 reais a um funcionário que não se sentia à vontade quando tinha que cantar os hinos da empresa ao lado dos colegas. A justiça entendeu  que as técnicas de motivação utilizadas pela rede “animalizam” e “infantilizam” o trabalhador.

Cena de 300: só em filmes
Outro problema apontado pela justiça foi o fato de ninguém poder se negar a comparecer aos encontros. “Obrigar um funcionário mais tímido a participar dessas reuniões é uma forma de constrangimento”, segundo a advogada Marcia Alyne Yoshida, do escritório Boccuzzi Advogados Associados . “Pequenos e médios empresários que adotam esse tipo de prática devem garantir que não haverá consequências para quem se recusar a participar.” 

Autor(a): POR DENTRO DA LEI/Gabriel Ferreira by Revista EXAME PME - Pág. 106 - Edição 42 - Outubro 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

RH | Perfis profissionais para se evitar.


Todos sabemos sobre a importância das pessoas para qualquer empreendimento ou projeto dignos de serem chamados assim, sabemos também no quanto o mundo corporativo idealiza padrões de comportamento que nada tem haver com seres humanos de carne e osso. Conhecemos também os rótulos que insistem em tornar excessivamente simples, algo complexo como a psicologia humana de um profissional.

Mas neste texto quero fugir de tudo isso, de todo o bobajal corporativo com seus modismos inúteis, e também da perda de tempo em acreditar na existência do profissional perfeito, que só existe nas ficções, filmes e em algumas palestras. Aqui quero tratar de gente normal e seus respectivos perfis, todos absolutamente reais e fáceis de encontrar no dia-a-dia, mas que devem ser evitados.

Vamos lá:

Perfil 1 – Desonesto Bandidinho

Ele pensa que é muito esperto. Na verdade tem certeza absoluta de que é o mais esperto da empresa. Ele não trabalha, mas faz constantes jogos de performance para provar a necessidade da manutenção do seu emprego. Não só não trabalha com aplicação, mas também não toma decisões, da mesma forma que é desleal com colegas, subordinados e superiores. Ele tem verdadeira adoração pelas iniciativas antiéticas e a dissimulação é o seu modelo operacional cotidiano favorito, repleto de frases feitas e embromação.

Perfil 2 – Alpinista Corporativo

Primo irmão do Desonesto Bandidinho, sua conduta não chega a ser desonesta, mas costumeiramente induz seus contratantes ao erro, uma vez que visa única e exclusivamente a sua ascensão profissional, que em sua ótica se traduz em uma baia melhor, em símbolos corporativos fúteis de status concedidos por seus chefes, ou mesmo no convite cedido pela empresa para participar da palestra de algum guru qualquer. No lugar de buscar realização e reconhecimento legítimo acompanhado de crescimento profissional sólido e recompensa financeira, ele busca apenas a superficialidade, pois em sua ótica estreita, parecer ser é melhor do que ser efetivamente. As características mais latentes para identifica-lo são a bajulação insistente de superiores hierárquicos e a sua própria instabilidade, uma vez que raramente fica mais de um ano e meio em cada emprego.

Perfil 3 – Enrolador Convicto
Esse, ao menos, não tem nenhum parentesco com o Desonesto Bandidinho, atuando com convicção e lutando para preservar sua condição embromatória. A sua falta de energia produtiva acompanhada de total insegurança para tomar decisões e assumir riscos, acaba por forjar um comportamento dissimulador constante, que objetiva confundir o interlocutor ao longo dos processos de trabalho. Ele é geralmente bem humorado, sua apresentação pessoal é impecável e sorri com facilidade, sempre desarmando as constantes cobranças de seus pares, subalternos e superiores.

Perfil 4 – Bravo Impaciente
Ao contrário do Alpinista Corporativo, costuma trabalhar na mesma empresa e na mesma função por longos períodos de tempo. Entre estes estão as vítimas do loucura corporativa produzida em alguns ambientes de trabalho. Por conta disso, muitas vezes são vítimas do próprio sistema. Entretanto há os que envergam esse perfil com orgulho e satisfação, na falsa crença de que desta forma serão mais respeitados e ouvidos. Com o tempo são gradativamente deixados de lado, transformando-se de profissionais reconhecidos em problemas a serem resolvidos.


Por fim desejo que sejam cuidadosos na contratação, sem cair na ilusão dos perfis perfeitos e irreais, mas ao mesmo tempo evitando transforma sua empresa em um manicômio.

Autor(a): Gustavo Chierighini da Plataforma Brasil by http://saiadolugar.com.br
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

GESTÃO | Mulheres lutam por liderança?

Mulheres lutam por posições de liderança, participação feminina é crescente, mas ainda há preconceito.
Agregadoras, intuitivas e regradas, as mulheres estão cada vez mais presentes nas empresas – inclusive no comando delas. A Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, apresentada pelo Sebrae, apontou que, em 2009, as mulheres já eram maioria no comando de empreendimentos em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência no Brasil, representando 54% do total.
Renata Spallicci (foto maior) considera que mulheres são mais conservadoras e têm mais discernimento na hora de fazer negociações. Já Stela Lobato (foto superior) aponta que paciência, compreensão e fé são características obrigatórias para a mulher no comando enquanto que Fádua Sleiman diz que a flexibilidade feminina é uma das principais diferenças entre empresários homens e mulheres.



Apesar do número satisfatório, entretanto, um relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em julho, aponta que o salário das mulheres pode ser até 40% menor que o dos homens na América Latina. No mundo, os salários das mulheres correspondem, em média, entre 70% e 90% dos salários dos homens.

Fádua Sleiman, consultora empresarial e autora do livro ‘Marketing de Batom’, considera que, apesar de as mulheres possuírem capacidade para gerir negócios e disputar vagas com homens, ainda vai demorar um tempo para que acabe o preconceito existente no mundo corporativo. “No mundo, somente 3% dos altos cargos são ocupados por mulheres. A sociedade ainda é muito machista”, fala.

A diretora de Assuntos Corporativos da Apsen Farmacêutica de São Paulo, Renata Spallicci, revela que além de lidar com o preconceito por ser mulher, ainda precisa enfrentar a discriminação por ser jovem. “As pessoas me olham com cara de ‘nossa você que é a diretora da empresa?’. Mas tudo o que nós precisamos é de uma oportunidade de mostrar nosso trabalho e nossa competência para quebrar este preconceito”, afirma.

Características


Fádua diz que uma das principais diferenças entre homens e mulheres na gestão de negócios é a flexibilidade feminina. “É de extrema importância que a pessoa que comanda um negócio seja maleável, qualidade favorável principalmente em tempos de crise. Até mesmo porque, para se manter nesse mercado de altos e baixos, é preciso ter jogo de cintura – o que a mulher tem, e muito”, comenta Fádua.

A consultora, que também é vice-coordenadora do Conselho Empresarial Feminino da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, aponta que, além de ser crescente o número de negócios comandados por mulheres, as empresas também estão procurando cada vez mais por mulheres para ocupar outras vagas. “A mulher se tornou uma peça fundamental no ambiente de trabalho por possuir a característica de agregar pessoas.

Considerando que sempre há a possibilidade de haver conflitos, ter alguém que consiga fazer essa união entre os colegas é vantajoso para a empresa”, diz.

Outro ponto enfatizado por Fádua é a intuição das mulheres. Ela diz que ser racional é importante para os negócios, mas quando é necessário trabalhar com pessoas, a intuição torna-se fundamental.

Renata acredita que o sexto sentido das mulheres também é uma ferramenta usada a favor das empresárias. “Gosto de imaginar a empresa e o mercado como um jogo de xadrez. Quando se consegue visualizar o tabuleiro inteiro e estudar todas as possibilidades de atuação, fica mais fácil mapear as estratégias e colocá-las em prática”, afirma.

Renata ressalta ainda que mulheres têm capacidade de  fazer muitas coisas ao mesmo tempo, como cuidar da família, da casa, do trabalho, estudar, ir à academia e ainda ter tempo para ficar bonita. “Fazendo um paralelo desta capacidade para nossa vida profissional, o nosso olhar para as equipes, para a empresa e nossos parceiros é individualizado. Buscamos sempre utilizar nossa feminilidade balanceando nosso lado emocional com muita racionalidade”, avalia.

Paciência, compreensão e fé são apontadas por Stela Lobato, sócia-diretora da Boobambu Academia da Criança, em Brasília, como características obrigatórias para a mulher que comanda um negócio. “É necessário também acreditar no potencial das pessoas, mesmo que elas estejam em um momento não muito bom”, salienta.

Cautela


Renata, que se prepara para assumir o lugar do pai na direção da empresa, considera que as mulheres são mais conservadoras que os homens e isso faz com que tenham mais discernimento na hora de fazer negociações que dependem de fatores externos, como o câmbio. “Nós equilibramos as nossas tomadas de decisão com conservadorismo e calma, mas sem ficar com medo de arriscar. Isso possibilita tomar decisões rapidamente e sermos assertivas”, fala.

Stela avalia que observar constantemente as mudanças que estão acontecendo no mundo é tão essencial quanto planejar e acompanhar estrategicamente as decisões importantes e o caminho que deseja seguir. “É válido também conhecer o cliente e suas necessidades, além de acompanhar de perto os concorrentes”, diz Stela.